WarpReviews: Megaman 9 | Wii/PS3/X360

setembro 23, 2008 at 4:14 pm 1 comentário

por EdSom


Depois de muita discussão, propagandas e expectativas, finalmente foi lançada a sequência oficial da série original do mascote azul da Capcom: Megaman 9. O jogo cumpre o prometido, revigorando a série, ou cai nos mesmo erros das versões prévias? Como o retrocesso gráfico afetou o jogo? E o som? É difícil como os anteriores?

Descubra estas respostas no review preparado pelo Warpzona especialmente para você leitor.

Baixando o jogo

O jogo encontra-se disponível, até o momento, apenas para o console da Nintendo, através do serviço WiiWare (em breve será disponibilizado nas redes PSN e XBox Live). O jogo custa 1000 Wii Points, o que equivale a $10,00 (cerca de R$18,00 no câmbio de hoje) e ocupa 66 blocos de memória. Quando fui acessar o Wii Shop Channel ontem aconteceu uma demora acima do normal, o que talvez signifique um grande volume de acessos naquele instante. Vou aguardar a divulgação das vendas do jogo em breve para confirmar ou não esta hipótese.

Como já tinha os pontos reservados para a compra, pulei a etapa de aquisição dos mesmos e me encaminhei direto para a página de download. Fui informado que o jogo suporta o Wiimote e o controle clássico. Enquanto baixava o jogo peguei e conectei o controle clássico. Poucos momentos depois o processo finalizou e então retornei ao menu principal para dar início ao jogo.

Mega Music

Embora os gráficos sejam o ponto controverso do jogo e chamem a atenção imediatamente, a primeira coisa que notei foi o som. As músicas do jogo seguem a tradição das primeiras iterações da série, e emboras não sejam excelentes como as da terceira versão, são muito boas. Como joguei pouco tempo (pouco mais de 30 minutos), ainda não sei como elas corresponderão à longo prazo, isto é, se se tornarão enjoativas ou se firmarão como as clássicas que ficam na cabeça da gente.

Os efeitos sonoros são familiares aos conhecedores da série. A conjunção dos mesmos com a música traz o sentimento de nostalgia proposta pela direção de arte. Me vi na frente de um NES quase 20 anos atrás.

Arte 8-bits

A controversa arte 8 bits do jogo está presente em toda a sua essência. O jogo roda na proporção 4:3 clássica, os sprites da personagem principal e dos inimigos seguem a mesma linha dos primeiros jogos da série, com mudanças sutis em alguns casos, mais evidentes em outros. Existe até mesmo a possibilidade de habilitar ou não o efeito flicker que acontecia no NES quando havia um grande número de inimigos na tela. Se inventassem uma máquina do tempo e publicassem o jogo logo após Megaman 3, o mesmo seria recebido como um jogo com ótimos gráficos, mas não seria reconhecido como um produto do futuro.

Agora o ponto que muitos podem cair em engano é achar que a aproximação do estilo antigo fez deste um jogo simples. Aliás, de simples este jogo não tem nada. Há uma tonelada de opções e características típicas dos jogos atuais, como saves, time attack, opções a serem desbloqueadas e mesmo um sistema de desafios, no estilo achivements da XBox Live, com 50 missões a serem realizadas pelo jogador, que vai de coisas simples como matar 100 inimigos (o que consegui nesta meia hora de jogo) até coisas hardcore (como o jogo mesmo classifica a de zerar o jogo 30 vezes!). Somam-se a isso tudo os contéudos extras para download a serem lançados (como a possiblidade de jogar com o Proto Man). A má notícia é que este material será pago. A boa é que o jogo oferece, por um preço relativamente baixo, horas e horas de jogo.

Facilitaram a coisa?

Os produtos do jogo, quando questionados sobre os porquês do estilo retro do jogo, respondiam que era uma forma de trazer a série de voltas as origens, resgatar o que ela tinha de melhor e que a tornar atrativa aos novos jogadores. A volta às origens foi feita com maestria, e resgataram também o que a série tinha de melhor: a dificuldade. Embora não tenha jogado os originais recentemente, achei esta versão, nos poucos minutos que joguei, mais difícil do que as duas primeiras. Os adversários estão posicionados em pontos estratégicos para de derrubar num abismo ou te carregar de encontro a um espinho, os sub-chefes tiram grandes somas de energia, os saltos devem ser precisos.

Preciso são também os controles, que respondem muito bem. No pouco tempo experimentei apenas o controle clássico, mas o mesmo é muito responsivo, permitindo o controle pleno do robô, o que não gera frustrações. Aliás, a única frustração que tive foi na tela de compra dos itens, onde o texto passa muito lento e o cursor fica travado até o fim de uma frase da menininha, só que se você ficar apertando o botão de confirmação para apressar o processo fatalmente você acabará perdendo o ponto e pedindo uma nova descrição e compra do item onde está o cursos. Então o jeito é ter paciência e esperar.

Resta saber agora se os novos jogadores que não se mostrarem resistentes à gráficos considerados ultrapassados pela maioria não ficarão na barreira de uma dificuldade incomum nestes nossos tempos atuais.

Veredito

Se você lê e se lembra de fatos descritos na coluna Velhos bons tempos este jogo é obrigatório. Se seu primeiro videogame foi um Playstation ou algum mais recente provavelmente o jogo não vai te agradar. No meu ver, é um clássico como os antigos, ótima jogabilidade e sons, dificuldade alucinante, gráficos estilizados. Mas para minha tristeza acredito que o jogo não terá uma boa recepção entre os jogadores da nova geração. Recomendo a todos que conheçam a série e também para aqueles que, embora mais novos, já desenvolveram a sabedoria de poder apreciar as coisas e os valores do passado.

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Prestando contas – O que vendeu e o que encalhou Feliz Aniversário, Nintendo!

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