Video Games Live 2008 em Brasília – Parte 1 – O espetáculo

setembro 30, 2008 at 11:11 pm 15 comentários

por Ryunoken

Começando uma série de matérias sobre os eventos que agitaram Brasília nesse fim-de-semana, o IESB Gameday e a Video Games Live, trago pra vocês a cobertura deste último. Preferi fazer essa cobertura em duas partes distintas. A primeira é esta, que fala sobre o espetaculo em si, a parte musical do mesmo. Infelizmente nosso músico, o EdSom (vocês não sabiam? O cara é um pianista talentoso, tocou Changeman na cerimônia do meu casamento e Castlevania no casamento de outro amigo!) não pode estar no evento esse ano. Então, o responsável pela cobertura do evento de um modo geral fui eu. Ele tivesse ido, eu trataria da parte do evento em si e ele do espetáculo. Lembrando ainda que, pra finalizar a cobertura, teremos uma entrevista exclusiva com Thiago Franciss, violinista que participou do evento. Mas, enfim, farei o meu melhor, após o salto:

O Show começou com o vídeo que é a nova coqueluche na Internet, Yuri is the Only One. O vídeo é muito engraçado e casou bem com o evento, pois é cheio de referências nerd/gamer. É feita pela banda Leet Street Boys, que após o sucesso da mesma agora está até marcando alguns shows. Falaremos dela em outra ocasião.

A primeira música da noite foi o já conhecido Arcade Medley. Aliás, procurei rapidamente na net sobre os termos medley, suite, arrange (arranjo) e montagem (montage), e, quanto aos dois primeiros, fiquei um pouco confuso. Mas consultarei os especialistas e em breve trago algo para vocês. Quem viu os outros anos sabe como é, quem não viu pode conferir a sensação de nostalgia que essa música traz. Ótima pra abrir o show, pois esquenta o espectador. E me faz pensar quando Ghouls’n Ghosts ganhará seu próprio segmento.

Novamente (você vai ouvir muito esta palavra, já que a maioria dos segmentos já foi tocado em um dos dois anos anteriores…) “Snake” anuncia Tommy Tallarico através do Codec. O pequeno gnomo musical showman faz as apresentações de praxe, para em seguida iniciar o segmento de Metal Gear Solid, anunciada por Hideo Kojima no telão. A performance envolvendo um soldado genérico e a caixa de papelão estão de volta para quem ainda não conhecia. A música de Metal Gear, na minha opinião, é a melhor trilha de jogos composta no ocidente, talvez rivalizando apenas com…

God of War, que é o próximo segmento, anunciado por David Jaffe no telão. A música desse jogo é fantástica e imersiva no jogo, e funciona muito bem no espetáculo também. Minha primeira crítica é aqui, e se estende por todas as músicas onde o coral participou: o aúdio do coro estava levemente mais baixo esse ano. Uma pena para essa e outras músicas que dependiam muito que o mesmo estivesse perfeito.

Odeio Harry Potter. Odeio os livros de Harry Potter, odeio os jogos de Harry Potter. Consigo assistir os filmes de Harry Potter somente pelos efeitos especiais. Pode ser uma birra, visto que li pouco mais de um capítulo, mas não gosto como a autora faz um pastiche de mitologias. Nada contra, muitas outras obras usam esse recursos, como a maioria dos RPGS eletrônicos e de tabuleiro, como a série Castlevania, entre tantas outras. No entanto, acho que ela deturpa e infantiliza demais as lendas que utiliza como referência e também acho que, ao contrário do que é dito, as obras não incentivam as crianças a ler, mas sim, incentivam a ler Harry Potter… E que diabos é aquele quadriball? Bem, mas eu destilei todo esse veneno apenas para dizer que, ao menos na parte musical, os jogos se saem bem. O segmento é belo, com aquele toque épico mas sem ser chato. Gostei mesmo, estou sendo sincero aqui!

Yuji Naka no telão, é hora de Sonic. O segmento mostra sinais de desgaste pra quem já esteve nas outras apresentações, porém e imprescindível para os novatos. Nesses casos, o que poderia ser feito era pelo menos mudar o vídeo ou acrescentar algumas músicas. Como bem lembrou o Marmotagem, de que adianta passar um vídeo com toda a cronologia espinhuda (até Sonic Heroes, pelo menos) se as músicas tocadas são somente do primeiro Sonic?

E eis que entra no palco Michael Gluck, conhecido na internet por Piano Squall, tanto por tocar as músicas de Final Fantasy ao piano quanto por se vestir com uma jaqueta similar a de Squall Lionheart. Ele veio para preencher o espaço deixado por Martin Leung, e, se não ficou a altura do pequeno e carismático chines, pelo menos não fez feio. Nessa primeira entrada no palco tocou o belíssimo tema principal de Final Fantasy VI (III), o melancólico e belo tema principal de Final Fantasy X e o aclamado tema de Chrono Cross. Como bem lembrou o amigo Setsuna, as duas primeiras músicas são feitas para piano, e arranjar um tema cheio de instrumentos somente para um é uma tarefa complicada. A música não ficou ruim, mas perde em grandiosidade.

É hora de coisas inéditas! O Space-Ópera RPG Mass Effect ganha seu segmento na VGL. Não conheço o jogo, mas achei a música muito boa… apesar que não acho que combine com o jogo. Sei lá, Star Wars e Star Trek me acostumaram mal com trilhas para enredos Sci-Fi…

Mais um segmento inédito e muito esperado: Metroid! Lembra o que eu falei sobre uma trilha voltada para o Sci-Fi espacial? Então, tá aqui! Eu só joguei os jogos de GBA e um pouco de Metroid Prime. no entanto, foi só a música começar para que eu entrasse totalmente no climão do jogo… A música de Metroid é muito adequada ao jogo, e muito marcante pra quem ouve. Achei a inclusão mais feliz desse ano.

Para fechar o primeiro ato (mas já?) com chave de ouro, surge na tela Koji Kondo, para anunciar… Zelda! Será que não teremos Mario esse ano, pensa o agoniado Nintendista. Tá pra ser criada uma trilha tão emppolgante quanto essa. Um dia eu entenderei por que sempre que passa a imagem do Ocarina of Time na tela a platéia vibra tanto. Eu fico assim com o Wind Waker!

Act II – NOW LOADING

Começamos o segundo ato com Kingdom Hearts. O arranjo com base em Simple and Clean continua eficiente e tocante, mas o mesmo vídeo com os personagens Disney em suas “atuações” mais fofuchas já deu o que tinha que dar. Tem que ter concentração e lembrar que a Video Games Live é mais musical que visual, se não… Se você não sabe ainda, isso acontece porque a Square Enix não libera imagens dos seus jogos para a apresentação. E não teria uma alternativa para isso? Sim, teria, mas ela foi usada mais tarde…

Crysis, mais coisa inédita na VGL. Novamente, tive que curtir por curtir a música, já que quando a coisa é voltada para o PC ou para o X-Box foge do meu campo de conhecimento. Mas, vá lá, uma música boa, belas cenas in-game e um jogo hypado. Foi na média.

World of Warcraft foi a incursão de Blizzard no espetáculo. Como todo ano, o vídeo de abertura do jogo acompanhado pelo fantástico tema. Grande e épico como o massivo das massas exige. No entanto, esperava que um dos boatos que corriam pela net se concretizasse nessa hora, mas não foi o que aconteceu… Voltamos a esse assunto no fim da matéria.

Mamma Mia! Vocês acharam que o bigodudo iria ficar de fora? Se ele sair, o Sonic tem que sair também! E todos sabemos que isso não vai acontecer, não é? O segmento é o esperado das músicas de Super Mario: Simpatia e alegria, é um final pseudo-romântico junto a Peach. Mesmo vídeo, mesma seleção de temas… Tá passando da hora de uma renovação nisso aí… A inclusão de Super Mario Galaxy, por exemplo, séria muito bem vinda.

É hora de Michael “Piano Squall” Gluck voltar ao palco e… que decepção! Achei que agora ele viria com sua jaqueta, sua marca registrada na net, mas nada disso! Pelo menos o cara é empolgado e carismático (e tem voz de desenho animado), e veio tocar os temas de Mario, Tetris e Super Smash Bros Brawl. Mas, espera aí… essa música não ficaria MUITO melhor acompanhada por aquele coral lá atrás? Vai entender…

Uma seqüência-bônus com Tommy acompanhando, na guitarra, o campeão de Guitar Hero enquanto este tocava “Sweet Emotion“, no novo Guitar Hero Aerosmith. Essa passagem você TEM que ler em detalhes na parte 2 da cobertura da VGL 2008!

Tommy troca de guitarra para acompanhar a orquestra e o coral nas músicas de Halo e Halo 3 (na verdade, em todas as músicas daqui até o final). Acho que foi uma escolha infeliz. A guitarra estava muito alta, e sobressaia tanto à orquestra quanto ao coral, uma pena. Essa é outra música onde o papel do coral é fundamental, e acho que a guitarra foi intrusiva demais nas partes onde foi usada.

Quem já foi em algum Video Games Live sabe o que acontece agora: final do espetáculo, Tommy Tallarico sobe ao palco, faz algumas ponderações e anúncia que a próxima música é de uma franquia da Square Enix. Fans entram em convulsão, mocinhas se descabelam. O show está acabando e ele esta chegando: Zeferino Sephirot e seu tema, One Winged Angel, a música que define a game music atualmente, por menos que você goste. Como no ano passado, a música foi mais puxada pra versão Advent Children, com o acompanhamento da guitarra de Tommy Tallarico (novamente muito alta!). Dessa vez, ao ínvez de um telão vazio ou de uma luta de cosplayers, o que vimos na telona foi uma série de Fan Arts de Sephirot e sua galerinha do barulho demais personagens do Final Fantasy VII. Toma, Square, não precisamos de você. Tá, precisamos, mas foi legal também.
E assim, chegamos ao final de mais…. NÃO!

FANTÁSTICO! Esse ano, Tommy Tallarico resolveu surpreender a todos e não finalizou o show com o Anjo de Uma Asa Só! Chamou novamente ao palco o Piano Squall, empunhou sua guitarra , chamou a orquestra para juntos tocarem um medley de Castlevania! Cara, foi demais! Após dois anos encerrando o espetaculo com One Winged Angel, essa foi uma das atitudes mais aditivas desse ano!

E assim, chegamos ao final de mais uma edição da Video Games Live. Entre as faltas que mais senti, destaco a de Civilization e a de Martin Leung. Dentre os boatos que circularam na internet e que não se concretizaram, não compareceram os garotos da banda MegaDriver (se eles forem ao Rio eu ficarei com muita raiva!) e nem tocaram um segmento de Diablo III (ei, o boato existiu, eu tinha o direito de sonhar!). No mais, achei esse um pouco pior na parte musical, mas um pouco melhor como evento do que o do ano passado. e porque? Você poderá conferir na Cobertura da Video Games Live Parte II – O Evento, daqui a pouco nesse blog!

Não percam também a Segunda Parte da cobertura VGL-DF 2008 e a Entrevista com Thiago Franciss, violinista que participou do evento.

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Seleção WarpGirl – Etapa 3 – INTEGRAÇÃO Prestando contas – O que vendeu e o que encalhou

15 Comentários Add your own

  • 1. Bruno  |  outubro 1, 2008 às 1:25 am

    Diablo III no lugar de Harry Potter seria perfeito…
    Assim como no ano passado, nesse não teve Shadow of the Colossus, uma pena.. Esperar no ano que vem, quem sabe.. =)

    Resposta
  • 2. krycov  |  outubro 1, 2008 às 12:05 pm

    Bem.. pra mim que foi a 1ª vez que realmente pude acompanhar o evento foi muito bom, a sensação de nostaugia realmente invade, confesso que quando tocou a musica do SONIC quase fui as lagrimas lembrando meus tempos de Toinha… ah!!! como a vida era boa… e eu sabia disso!!! mas tenos q continuar não temos? Agora senti falta de algumas coisas, talvez por questões contratuais, não sei… mas podiam ter tocado alguma do Street Fighter… alias, reparei que nehuma da Capcom foi tocada. Realmente, Herry “Scooby Doo” Popo ninguem merece, aplaudi só por educação e musica boa ta cheia por ai… não precisa tá acompanhado do Herry Pote de biscoito… e como diria o bom filosofo sábio da era moderna Erick Cartman: “Herry Potter é coisa de viadinho!!”. Agora tenho que concordar que a qualidade do som não tava muito boa…

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  • 3. Gosh  |  outubro 1, 2008 às 6:23 pm

    Arrrrrrrrrr vc lembrou o nome do outro video >_<… tava louco querendo saber xD soh lembrei do pacman ^^
    foi muito bom o show e otimo texto =)

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  • [...] percam também a Primeira e  a Segunda Parte da cobertura VGL-DF [...]

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  • [...] percam também a Primeira Parte da cobertura VGL-DF 2008 e a Entrevista com Thiago Franciss, violinista que participou do [...]

    Resposta
  • 6. Henrique  |  outubro 2, 2008 às 3:16 pm

    Sonic é PERFEITO e OBRIGATÓRIO

    Terceira vez que vou assistir…

    Abs

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  • 7. MDaRk  |  outubro 2, 2008 às 11:05 pm

    Bom, li a matéria e gostei. Condiz bastante com a minha opinião, exceto que não gostei de forma alguma de Harry Potter. No mais, quero ir no ano que vem e ter Crono Trigger e algum jogo da Capcom (Street Fighter ou como você citou Ghouls ‘N Goblins) e como você também disse música de Mario Galaxy. Só não pode ter Metroid e Zelda um atrás do outro, se não terei que levar calmantes XD.

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  • [...] da cobertura do espetáculo e dos bastidores da Video Games Live – Brasília/2008, além da entrevista com o violista Thiago [...]

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  • 9. koudan  |  outubro 3, 2008 às 2:20 am

    Foi a primeira vez que fui e gostei muito. O tema do Sephirot foi o que mais me empolgou, o coral, a orquestra e o vídeo. A matéria ficou legal, condiz muito com o que aconteceu e explica até mais, já que o André é uma das pessoas mais interada no tema sobre games que eu conheço.

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  • 10. koudan  |  outubro 3, 2008 às 2:30 am

    Verdade Bruno. Senti falta do Diablo, poderia ser até o II ou o primeiro.

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  • 11. hodr  |  outubro 3, 2008 às 4:26 am

    Chorem e me perguntem se aqui em Curitiba tocaram o tema do Diablo III!
    No mais, eu preciso dormir, depois eu disponibilizo uma foto do momento se ela tiver ficado minimamente boa :)

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  • 12. Thiago Francis  |  outubro 3, 2008 às 5:25 pm

    Olá pessoal, quero deixar aqui o que aconteceu no ensaio. Vcs estavam torcendo por ter Diablo III. Ele estava na lista e chegamos a ensaiar. Mas o que faltou? As partes do CORO! isso mesmo, ficaram nos EUA, elas não vieram….Tallarico simplesmente disse: Não podemos fazer nada, vamos cortar…e não tocamos…
    Foi isso…quem sabe ano que vem???
    abraços
    Thiago Francis ( o violinista)

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  • 13. VGL 2008: Balanço geral da turnê brasileira « Hadouken  |  outubro 7, 2008 às 10:33 pm

    [...] calma. Nesse ano, entretanto, me chamou a atenção que as análises (leia, entre outras, aqui, aqui e aqui) passaram a criticar problemas que não existiam anteriormente ou não havia reparado: [...]

    Resposta
  • [...] Mais algumas impressões aqui, aqui, aqui, aqui e aqui, vale uma [...]

    Resposta
  • 15. Hunterpiro  |  outubro 9, 2008 às 7:29 pm

    Galera,

    será que podem dar uma forcinha para tentarmos trazer a VGL para Florianópolis, em Santa Catarina?

    Acho que é só fazer um pouco mais de barulho AQUI.

    Resposta

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