Mini-review: Mother 3 | GBA

outubro 26, 2008 at 1:32 am 5 comentários

Por Barry Burton

Como todos que acessam a WarpZona já devem estar carecas de saber por conta do meu estardalhaço, já saiu a versão traduzida por fãs de Mother 3.

Mas porque tanto falatório sobre esse jogo? Que série é essa que poucas pessoas conhecem? Quem são aqueles moleques com poderes psíquicos em Smash Bros.? Por que ninguém nunca descobriu que o Super Man é o Clark Kent colhendo impressões digitais?

Pois bem, após três prazerosas horas, terminei o primeiro capítulo de Mother 3 e acho que posso falar um pouco sobre minhas primeiras impressões, o que eventualmente pode fazer com que mais pessoas se interessem pelo jogo.

Ao mesmo tempo, estamos testando nossa nova ficha de reviews. Gostaríamos que dessem sua opinião, também! Após o pulo.

Pra começar, a ambientação. Muito antes de Parasite Eve, e beeem antes de The World Ends With You, Mother, no NES, já provava que ser um RPG ambientado nos dias de hoje pode ser algo surpreendentemente instigador e cativante.

Ao invés de se ater a histórias fantásticas e seres mitológicos para expressar uma suposta criatividade, você (geralmente) é um moleque normal, com camiseta e shorts, sem penduricalhos nem cool vibe, mano. Tem uma família simpática e se depara com acontecimentos bizarros, que vão desde abajures possuídos por poltergeists até tiranossauros dóceis, passando por abelhas do futuro e macacos que gostam de chiclete.

Em segundo lugar, a música. A série contou sempre com trilhas sonoras fantásticas, que variam bastante, incluindo jazz, rock, techno, bossa nova e o que mais se adequar ao momento, sem preconceitos.

Por último, e acho que o mais importante, é como encara os mais diversos assuntos.

O jogo tem um grande foco na comédia, o que é evidente, mas ele trata de vários assuntos que os outros jogos ainda nem se arriscaram, ou que  tendem a cair no cliché ao citar, seja lá por qual for o motivo. Em Mother, assuntos delicados como afeto, aconchego, tristeza e, principalmente, saudade são vistos de forma inigualável.

E cara, como a série amadureceu nesses 11 anos. Durante a breve introdução, passei pelas mais diversas emoções, chegando a quase chorar em determinado ponto chave. Claro que as palavras escolhidas por Shigesato Itoi, criador da série e também romancista de livros japonês, é o que mais ajuda a passar esses sentimentos. E é aí que entra o fabuloso trabalho do pessoal da starmen.net em traduzir tamanha delicadeza. Eles estão realmente de parabéns pela dedicação excepcional!

Por estranho que possa parecer (ao menos pra mim foi), e não irei contar o porquê para evitar spoilers, você joga praticamente toda a introdução com Flint, o pai de Lucas. Sim, Lucas (junto de seu irmão gêmeo seu irmão Claus) é relegado a segundo plano. E isso se mostra uma decisão muito acertada, pois o impacto emocional da história não seria o mesmo caso você estivesse jogando com ele.

Os personagens são imediatamente carismáticos, e vivos! Flint é um cara durão com chapéu de cowboy, sempre disposto a ajudar o pessoal da vila (que o considera o “único machão disponível para resolver os problemas”). Sem contar que é bem diferente a sensação de se jogar com a figura de um “pai”.

A vila na qual você começa, surpreendentemente grande, possui muitos habitantes, e cada um deles possui um background e uma personalidade distintos, muito bem trabalhados.

E até parece que o jogo acredita que você mora na vila, de verdade, pois várias vezes você simplesmente fica andando a esmo, sem ninguém te dar uma orientação muito clara. Em termos de enredo, no entanto, isso se encaixa perfeitamente.

A única coisa que me pareceu estranho até agora foi o combate, o qual, apesar de ser uma evolução bem prática do sistema de EarthBound (Mother 2), me pareceu fácil demais. Não passei por nenhuma dificuldade até agora, e os itens que recuperam energia são abundantes. No entanto, volto a esse assunto (e outros, é claro) quando fizer o review definitivo, depois de terminar tudo.

Aguardem!

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Tradução oficial da entrevista com criadores de The World Ends With You Ladroagem e trapaça em La Brute!

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