WarpReviews: Mother 3 | GBA

novembro 17, 2008 at 2:04 am 27 comentários

Por Barry Burton

Estranho. Engraçado. Entristecedor.

O slogan de lançamento para Mother 3 usava essas três palavras. E não poderiam descrever melhor a experiência de se jogar esse título.

É bem difícil escrever um review de um jogo como esse. Porque ele parece ignorar qualquer regra que talvez tenha existido algum dia sobre como se fazer um game. O visual em pixelart, finamente animado, lembra muito o de um livro infantil, com personagens de traços simples, porém marcantes e expressivos, bem longe do tradicional e batido mangá. As músicas não seguem apenas um estilo; variam entre rock, jazz, clássica, techno e vários, vários outros, mas que de alguma forma misteriosa parecem fazer parte de um mesmo conjunto, todas de altíssima qualidade. E a história. Ah… a história!

Mother 3 é um jogo sobre mudanças. E surpresas. E também sobre sentimentos. É quase impossível me aprofundar, mesmo que só um pouco, sem estragar algumas dessas coisas, mas vou tentar. Você é logo introduzido à família de Flint, um nobre e másculo pai com um estilo cowboy de ser. Sua esposa é Hinawa, uma mãe gentil, e seus filhos os gêmeos Claus – mais velho e agitado – e Lucas – mais novo e tímido. Também há Boney, o intrépido cão, e Alec, o sogro com amigos um tanto… estranhos.

Todos vivem em uma pequena vila chamada Tazmily, localizada em Nowhere Islands. Seus habitantes são pacatos e vivem em uma comunidade muito bem organizada, cada um exercendo seu papel para o bem de todos. Até que estranhos homens vestidos com roupas de porco começam a bagunçar tudo, mudando para sempre a vida das pessoas – de um jeito ou de outro. O roteiro é bem cuidadoso em não classificar nada como “bom” ou “mau”, fazendo as decisões dos personagens sempre parecerem naturais, não execráveis. É difícil sentir raiva de alguém que só quer comprar uma TV maior para se sentir mais feliz, certo?

Assim sendo, o jogo lida com assuntos não freqüentemente tratados em outros games. Qual a melhor forma de viver? Somos felizes? O que é (des)necessário em nossa vida? Por que nada parece estar sob nosso controle? O que é o “certo” pra mim é o “certo” para os outros? Shigesato Itoi, o idealizador e roteirista do jogo, é um estudante do comportamento humano, e isso transparece todo o tempo.

Sentimentos como culpa, abandono, nostalgia, saudade, amor, vergonha e felicidade são tratados com uma maturidade poucas vezes vista em roteiros de jogos. É tão intenso que em determinado momento, admito, cheguei a chorar. Analogias com nossa própria vida são iminentes, e quando percebi, por meio de uma fala meio besta de um cachorro vira-lata em uma prisão, o que eu estava deixando para trás, conclui o quão poderoso esse jogo é.

Vocês devem ter estranhado que até agora nem mencionei o humor, uma das características mais conhecidas da série. É que, nessa iteração, ele serve ao mesmo propósito que na realidade: aliviar tensão e tristeza. Você rirá, e rirá alto, mas sem conseguir se desvincilhar do mal-estar de saber do passado dos personagens. Simplesmente incrível.

Se há alguma reclamação, seria com relação a uma seqüencia do game, embora não muito longa, na qual se vale da velha fórmula de “encontre X ‘coisas’ passando por X dungeons, em ordem“. Earthbound (Mother 2) também possuía algo semelhante com a Sound Stone, mas era bem mais discreto e integrado à história.

O aspecto que mais tem semelhança a um game tradicional é o sistema de batalha. Em geral, ele compartilha muitas características com a série Dragon Quest, o sistema do qual os RPGs japoneses dificilmente conseguem se separar. As batalhas são em turnos, com o jogador escolhendo os comandos para seus personagens para que, em seguida, ocorra uma rodada de ações entre heróis e oponentes. Os ítens também são reminiscentes da famosa franquia citada, já que há um inventário limitado para cada personagem e tais precisam ser administrados, incentivando o jogador a usá-los ao invés de estocar. Isso funciona, acredito, como uma maneira de convidar aqueles que não encarariam um RPG TÃO diferente assim.

Contudo, há duas características que o deixam único: a primeira é o combo, baseado nas batidas da música. Cada inimigo tem sua própria música, com um tempo diferente, e se você pressionar “A” na hora de atacar para cada batida, conseguirá um ataque a mais, até um total de 16 acertos. Caso seja difícil perceber qual é o ritmo, é só fazer o inimigo dormir que você passa a ouvir as batidas como as do coração (finalmente arrumaram um uso para o status sleep!). É útil, porém não necessário para se terminar.

A segunda é a perda de HP. Quando você leva um dano, seu HP não desaparece instantaneamente, mas sim em uma rápida rolagem. Digamos, se você levar 150 pontos de dano, e tiver apenas 100 HP, este irá rapidamente baixando até chegar a zero. Contudo, se você conseguir recuperar sua energia antes disso, ou acabar com a luta, fugindo ou vencendo, o contador pára. Bem útil. Venci vários chefes no último instante atacando como um louco.

Aliás, os chefes são bem difíceis. Não difíceis “impossível“, e sim difíceis “estratégia“. Assim como a série Final Fantasy, você pode apanhar muito feio dos chefes se não estiver preparado. Estocar os ítens certos, usar escudos psíquicos, aumentar seus atributos (e diminuir os do chefe) e causar status negativos é muito mais eficiente e prático do que ficar ganhando level ad infinitum ou desperdiçar todo o seu PP (o MP de Mother) com magias bombadonas.

Há pouco do que se reclamar de Mother 3. Basicamente porque não há muita base de comparação. Ele parece estar à deriva do que é considerando um game, longe das grandes embarcações e das pequenas frotas que compartilham ideais semelhantes a si mesmos. Mother 3 flutua de maneira própria, diferente. Conversa com você. Os diálogos foram feitos para fazer você pensar, em diversos níveis, seja da maneira como você encara games ou como você encara sua vida. Por isso a minuciosa e excepcional tradução feita por fãs foi um ponto crucial para que a experiência não fosse perdida. Agradeço do fundo do coração a todo o trabalho que o pessoal da starmen teve (especialmente ao Tomato), e também à equipe de desenvolvimento da Brownie Brown e HAL Laboratories, que pôde polir essa jóia por 11 anos, desde o seu anúncio para o Nintendo 64. E SHAME ON YOU, Nintendo, por não tê-lo trazido ao ocidente!

Para quem tiver a curiosidade, abrirei duas discussões:

1) Quais as diferenças entre Mother 3 e Earthbound (Mother 2)? A sensação geral é que Earthbound é bem mais expansivo; parece que todo o mundo é seu para ir e vir. Mother 3 é bem mais contido, com apenas duas cidades e “dungeons” bem pequenas. Ao invés de ser uma limitação, todavia, é um enorme amadurecimento de todo o conceito. Como a história se aprofunda, como o mundo inteiro muda, como os personagens se desenvolvem, mesmo os mais insignificantes, tudo é pensado até o último detalhe. Enquanto em Earthbound havia o sentimento de “o mundo gira ao redor dos personagens”, como na maioria dos jogos, em Mother 3 há o de “os personagens fazem parte do mundo e dependem dele”.

2) Quais as verdadeiras razões por trás da não-localização do game para o ocidente? A princípio, achei que fosse apenas o fato de Earthbound ter vendas sofríveis no lançamento americano, mesmo com o sucesso no Japão e toda a campanha publicitária mais o excelente pacote oferecido junto ao jogo, com um guia personalizado e vários brindes. No entanto, enquanto jogava Mother 3, notei várias coisas que devem ter feito a NOA torcer o nariz: piadas com teor sexual ou alusivas ao álcool são freqüentes, há menções e apologias ao uso de drogas, e várias – no sentido de ABSURDAMETE ABUNDANTE – referências ao homossexualismo e pedofilia. A própria maneira como Lucas aprende a usar seus poderes psíquicos me deixou embasbacado.

Confiram as outras notícias relacionadas a Mother 3 aqui na WarpZona:

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27 Comentários Add your own

  • 1. Luna Ishtar  |  novembro 17, 2008 às 2:23 am

    Mas esse jogo me surpreendeu mesmo, estou no segundo capítulo mas completamente amarrada e como essa história é profunda eu não consigo acreditar. Achei que no sentido de prender o jogador o mother 3 é bem melhor que earthbound que joguei um pouco, mas não consegui me envolver tanto com a trama como nesse. Estou jogando o tanto que posso, mas realmente recomendo muito. E parabéns pelo review, muito bem escrito e evita spoilers ao máximo ^^

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  • 2. Moh  |  novembro 17, 2008 às 8:19 pm

    Ótimo review seu ventura, jogalo-ei-lo.

    A dica pra quem quer jogar em um portatil é que tem como rodar facilmente no PSP (?!), ele roda sem problemas no emulador de gba no mesmo.

    Resposta
  • 3. Iury  |  novembro 17, 2008 às 9:13 pm

    Muito bom o Mother 3 mais eu acho o Eaarthbound bem melhor do que ele, pois quem ja teve a oportunidade de zerar ou pelo menos chegar quase la no final de Earthbound viu como ele pode ser tão emocionante assim mais Mother 3 eu estou no final do primeiro capítulo e tbm achei muito bom mais não tantoi como Earthbound…..
    Parabéns!!!!

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  • 4. maxi2099  |  novembro 17, 2008 às 11:22 pm

    Concerta aí, é WarpReviews, não Review.

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  • 5. lgjOni  |  novembro 17, 2008 às 11:39 pm

    o/ Parece ser ótimo esse jogo, terei que testá-lo!!! Parabéns pelo review Barry…

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  • 6. Rafael "Barry" Ventura  |  novembro 18, 2008 às 12:21 pm

    Nossa, não sabia que esse review causaria tanto movimento aqui no site! Obrigado, galera!

    Iury:continue jogando. Você não vai se arrepender. Só tente não compará-lo diretamente com Earthbound, a proposta de ambos é bem diferente.

    Maxi: Podia ter me mandado por e-mail, seu mala! E “consertar” é com “s”. “Concerto” é musical.

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  • 7. Freedom  |  novembro 18, 2008 às 5:34 pm

    belo review Barry, muito bom mesmo ^^

    me deixou com muita vontade de jogar esse ae sem eu ter ao menos dado muita chance ao Earthbound (me lembro de ter jogado 1h a muito tempo atrás e ter largado pq achei o jogo chato xD)…

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  • 8. Rafael "Barry" Ventura  |  novembro 18, 2008 às 6:08 pm

    Vai fundo, Freedom, a proposta é bem diferente, como a Luna e o Iury puderam confirmar =]

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  • 9. Giygas (do Wii Brasil)  |  novembro 18, 2008 às 9:29 pm

    Fantástico. Perfeito. Não, mais do que isso, o seu review foi espetacular. Conseguiu transmitir tudo (ou quase) do que o jogo é em apenas poucos paragráfos. Eu também fiz um review (se quiser conferir procure pela sessão Retrô Brasil nas notíciais de usuários do site Wii Brasil) e fiquei embasbacado com tamanho nível de textualidade. Meus parabéns, merecidos.

    Comecei a jogar Mother 3 no mesmo dia que liberaram o patch. Eu já tinha a rom, mas não passava do começo pela limitação que a língua japonesa impôe. Com o patch liberado e o game em inglês foi só alegria. O jogo é envolvente, fazia tempos que eu não ficava 8 HORAS jogando o mesmo jogo! Sério, eu ACABEI com o meu final de semana (porque o patch saiu na sexta) apenas me dedicando a Mother 3. Eu não conseguia parar de jogar. No mesmo momento que eu pensava em estar com fome, sede, ou sono, e na tentativa frustrada de desligar o game, eu não conseguia. Mother 3 é uma droga. Mas uma droga boa, que você digere aos poucos, mas não para, até ter terminado tudo. É um vício sem fim.

    A história, como dita no texto, é excepcional, é tão boa que realmente supera qualquer outro RPG que eu já tenha jogado (já joguei Final Fantasy, Chrono Trigger, Secret of Mana…) mas nenhum desses games chega aos pés de Mother 3. Até porque o game não possuí comparações, e como você mesmo disse, ele está num patamar muito mais elevado que os RPGs comuns com histórias medievais.

    Realmente, eu até entendo os motivos da Nintendo não ter trago esse game para cá, e acho até bom, porque iam passar a tesoura em quase todo o jogo. Eu não acreditei quando vi os “Magypsy”, aquilo ali foi sinistro! E as conversas do Alec com eles é mais estranha que sei lá o que. Além de muito humor (também fazia anos que eu não dava risadas JOGANDO), a história possuí momentos que fazem o jogador lacrimejar de tanta emoção. Logo no começo do jogo já somos apresentados a tamanho drama. Mas não vou contar aqui para não estragar o jogo de ninguém.

    Meus parabéns amigo, torço muito para que sua análise vá para o Wii Brasil. De fã para fã.

    Resposta
  • 10. Ryunoken  |  novembro 18, 2008 às 9:33 pm

    Tá bom, tá bom, depois dessa do Gygas todos vocês conseguiram… Vou jogar esse troço. A culpa é de vocês! Que fique bem claro!

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  • 11. Giygas (do Wii Brasil)  |  novembro 18, 2008 às 9:59 pm

    Troço? =X

    Eu zerei EarthBound e comecei a virar fã da série.
    Assim como disseram aqui nos comentários, eu também joguei o começo e achei um saco, os oponentes sempre me espancavam (sempre morria quando chegava em Onett e vinha uma penca de “Sharks” me atacar).
    Depois que descobri o sistema de equipar itens (pois eu era completamente noob no estilo do jogo) eu fui avançando e a satisfação foi aumentando, até eu não conseguir parar mais. As fases iam ficando cada vez mais interessantes (Twoson, Threed, FourSide, Summers, Winters, Moonside, Magicant, Deep Darkness, Scaraba, Dalaam, Cave of the Past, Giygas´s Lair…ahhhhh… ) e os inimigos eram muito bizarros (sério, eu não acreditei quando vi que um CIRCO estava me atacando!!!)

    Assumo que só vim a conhecer a série por causa do game de luta Super Smash Bros, que tem o Ness como personagem jogável (o personagem principal de EarthBound), dai comecei a me interessar pelo personagem e comecei a jogar EB. Como dito acima, eu virei fanboy hardcore de Mother \o/
    E eu nem sabia que tinha um antes, o EarthBound Zero, mas to com uma preguiça de jogar……………………… XD

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  • 12. Ryunoken  |  novembro 18, 2008 às 10:41 pm

    Calma, Gygas, não me leve a sério! Vou jogar o JOGO sim! Abraço!

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  • 13. Rafael "Barry" Ventura  |  novembro 19, 2008 às 1:30 pm

    Valeu, Giygas! Assim que der, leio seu review na Wii-Brasil e comento! =]

    Resposta
  • […] (na qual já posto há um bom tempo com o nick Ezlo) para publicarem o review de Mother 3 originalmente publicado aqui, e não é que os caras publicaram no formato original, com nossa ficha e tudo? Inclusive com […]

    Resposta
  • 15. Mother 3, goiabas e personalização. « Bem Vindo a WarpZona!  |  novembro 27, 2008 às 11:43 pm

    […] recentemente, ao testar Mother 3, eu acabei me deparando com um fato que me fazia rir feito um besta (ênfase aí) no primeiro jogo […]

    Resposta
  • 16. Hauro  |  março 17, 2009 às 12:24 am

    Perfeita a descrição do jogo, sem nenhum Spoiler, esta realmente de parabéns.
    Estou no Capitulo 8 do jogo… (travando e num resolvendo nada xD) e estava procurando um Detonado do jogo no Google e achei esse site.

    Bom, sei que ninguém tem comentado ultimamente, mas… e dai, mais uma vez parabéns pelo review, e vou usar ele pra mostrar pra alguns amigos meus uma otima descrição do jogo pra ver se eles jogam também ^^.

    Resposta
  • 17. Rafael "Barry" Ventura  |  março 18, 2009 às 1:38 pm

    Valeu, Hauro!

    Faça isso. Esse jogo merece toda a atenção possível. Quem sabe assim a Nintendo não toma vergonha na cara e lance um remake (haha)?

    Qualquer dúvida, pode me perguntar que eu lhe respondo. Ou então tente ir ao fórum do Starmen.net que lá deve ter algum walktrough. =]

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  • 18. DGC  |  março 31, 2009 às 5:26 pm

    Barry Burton, meu muito obrigado por esse maravilhoso review.
    Graças a ele descobri a obra prima que é esse jogo, virei fã, frequentador da comunidade Starmen.net e ainda o recomendei a um monte de gente! Que também estão adorando btw.
    Fazia tempo que não jogava algo tão… único, assim.
    Vlw mesmo.

    Resposta
  • 19. Rafael "Barry" Ventura  |  abril 1, 2009 às 1:03 pm

    Eu quem agradeço pelos elogios! =]

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  • […] Warp-Review de Mother 3. […]

    Resposta
  • 21. Pedro  |  julho 14, 2009 às 2:34 am

    Adorei o review. E o jogo é Excelente mesmo.

    Resposta
  • 22. Rafael Lemes  |  junho 8, 2010 às 12:06 pm

    Sensacional o seu texto, eu sou muito fã da série, já salvei o EarthBound do SNES e estou jogando o EarthBound zero para depois começar o do GBA.

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    • 23. Rafael "Barry" Ventura  |  junho 11, 2010 às 4:57 pm

      Obrigado!

      Sempre quis jogar o do NES, mas dizem que não existe ROM que não trave.

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  • 24. Rafael Lemes  |  junho 8, 2010 às 12:07 pm

    Para depois começar o do GBA

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  • 25. Guilherme Miranda  |  julho 19, 2010 às 8:16 am

    Existe ROM do EarthBound Zero perfeitamente jogável do início ao fim, sim, Barry!

    Btw, Mother 3 é um dos melhores RPGs que já joguei e é, sem dúvidas, um dos melhores jogos do GBA até hoje.

    Até hoje a biblioteca de jogos do GBA é de causar inveja…

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  • 26. José  |  julho 26, 2010 às 7:23 pm

    Não é Homosexualismo, e sim Homosexualidade. Se referir ao termo desta forma é uma ofensa aos homosexuais.

    No mais, ótimo texto.

    Resposta

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