Doenças Em Jogo

maio 29, 2009 at 1:57 am 5 comentários

por  Ryunoken

Bem vindos a nossa nova coluna “Em Jogo”, onde abordaremos o modo como um tema específico é entendido e utilizado em jogos de videogame desde os primórdios até a atualidade. Esperamos que desfrutem do texto e utilizem os comentários para enriquecer a discussão, com exemplos esquecidos ou qualquer acréscimo que julgarem pertinente.

Vários temas já estão na pauta dessa coluna, e convidamos os leitores a sugerirem novos , porém, como ando passando por um período de saúde abalada, o primeiro tema abordado por nossa nova coluna será A Doença Em Jogo.

Doença em Jogo

Wario by hollowzero

Wario by hollowzero

Os primeiros jogos que consigo recordar que abordam a debilidade física de um personagem são do saudoso Atari. Em M.A.S.H., baseado no seriado de TV, entre as fases de tiro ou resgate você era apresentado a uma tela representando um corpo humano de onde você deveria remover corpos estranhos, similar ao famoso tabuleiro “Jogo da Operação”. Praticamente uma prévia do que viria a ser Trauma Center, mais tarde.

Ainda no Atari temos o shooter Fantastic Voyage, baseado no filme de mesmo nome, onde você controla uma nave que deve destruir vírus e outras ameaças enquanto navega pela corrente sanguínea do paciente. Em E.T., como no filme, se você não cumprisse uma série de objetivos, notaria a falência da saúde do seu personagem, espelhada numa flor. Porém, como ninguém tinha idéia do que fazer naquele jogo, o pobre E.T. estava fadado a sucumbir, sempre, e ser enterrado num deserto.

Em Jawbreaker, você tinha que consumir todas as pastilhas no melhor estilo Pac-Man, porém evitando os doces e porcarias, do contrário, o destino eram as cáries! Ao final de cada fase uma boa escovada nos dentes/personagem o deixavam pronto pra mais uma rodada de comilança sem sentido.

Já na era dos 8bits, tivemos uma revolução interessante no tratamento dado às enfermidades nos jogos, que veio com a popularização dos RPG’S. Desde seus primórdios esse tipo de jogo trazia os status negativos, que em grande parte nada mais eram do que representações de doenças que afligiam o seu personagem. Se “Stone” (pedra) ou “Berzerker” (algo como furioso) não são representações tão fieis de flagelos reais, status como “Poison” (envenenado), “Fever” ou “Heat” (febre/calor) “Blind” (cego) e “Confuse” (confuso) se aproximam muito mais disso, ainda mais quando devem ser “tratados” com Antídotos, Remédios, Colírios ou Sais! O status “Poison” foi extensamente utilizado após essas primeiras aparições, não só e RPG’S como em jogos de diversos outros estilos.

Ainda nos 8bits, mais precisamente no NES, empilhamos pílulas coloridas para acabar com os simpáticos vírus que afligiam os pacientes do Dr. Mario.

Nos 16bits não tivemos (ou minha memória não alcança) grandes representações de doenças em videojogos… Talvez Boogerman seja o mais clássico, e apesar do seu protagonista não se sentir incomodado em nenhum momento, aquela quantidade de gases e catarro não pode refletir uma pessoa normal…

Também temos que lembrar da comovente passagem onde Celes cuida de um doente Cid em Final Fantasy VI… Por falar nisso, acho que praticamente todo JRPG tradicional tem alguém doente que você tenta ajudar em algum momento…

Na era 32 bits, Resident Evil e Parasite Eve nos mostraram, entre mitocôndrias e G-Vírus, as piores doenças que poderiam afligir a humanidade; Ficar doente e virar um zumbi podrão ou uma aberração mutante, a escolha não é boa em nenhum caso.

Na próxima geração, tivemos uma morte por câncer em um famoso terror psicológico,que alias tem o pior caso de queimaduras da história do mundo, e aprendemos com Big Boss (conhecido como cobra pelada), em Metal Gear Solid 3, que qualquer tipo de ferimento ou problema de saúde se combate de próprios punhos, com remédios, agulha, linha e gaze, sem chorar. E os médicos desencorajam ainda Automedicação…

E o que será que tem o pobre Johnny Akiba, da série Metal Gear? O pobre está sempre com diarréia…

A obesidade também foi retratada na série Metal Slug, onde teu personagem pode comer várias coisas que aumentarão seus posntos, mas lhe deixarão como uma chupeta de baleia… Após isso, só muitos pulos e correria pra voltar a velha forma… Ah, se fosse tão rápido!

Trauma Center e PCS

Muito antes de Trauma Center o gênero simulação médica já existia, só não tinha feito tanto sucesso.  Dentre os famosos desconhecidos temos Microsurgeon, para o Intelevision  ou o impagável Life & Death para Amiga, Atari e DOS, que tinha uma tela de abertura um tanto quanto… Sinistra. Além desses, dezenas de outros títulos simularam os procedimentos médicos, mas foi mesmo Trauma Center que, ao utilizar a Stylus para simular o bisturi e outros apetrechos médicos, trouxe uma jogabilidade mais próxima do que deve ser o trabalho de um médico (mais próxima, não fiel!). O sucesso de Trauma Center já rendeu continuações, versões para Wii e vários clones para DS.

Vai ser só uma picadinha...

Vai ser só uma picadinha...

Ainda nos PCS, Theme Hospital e Hospital Tycoon te colocam pra administrar um hospital… Não deixe as infecções se espalharem, não deixe faltar material, não deixe de atender nenhum paciente em suas necessidades e, se possível, melhore o gosto daquela comida horrorosa.

Mas talvez o mais famosos casos de doenças no PC sejam em Neverwinter Nights, onde seu objetivo é descibrir uma cura para a “Morte Uivante”, praga que afligiu todo o reino fazendo milhares de vítimas. Em The Elders Scrolls – Oblivion, existe um bug onde você pode pegar a doença do “vampirismo” que, se não curada a tempo… Vai durar o jogo inteiro! Queria terminar com um alinhamento bondoso? Se virou vampiro, esqueça…

Mas acredito que o caso mais impressionante e lúdico aconteceu em World of Warcraft… Nesses tempos de Gripe Suína, o exemplo da praga “Sangue Corrompido” pode ensinar muitas lições. A praga deveria ficar isolada numa masmorra, mas se espalhou entre centros urbanos, rapidamente matando jogadores fracos e até animais de estimação. Cidades inteiras foram dizimadas e a solução encontrada pelos sobreviventes foi se afastar cada vez mais das cidades e de outros players pra evitar a contaminação. Fica a dica.

Encerrando a matéria , indico Pandemic e Pandemic 2, jogos gratuitos onde você será qualquer pandemia famosa ou poderá até criar a sua (Saturday Night Fever alguém?) e seu objetivo é acabar com a humanidade através de contagio e evolução. Super lúdico.

Enfim, dedico esse primeiro “Em Jogo” ao bonitão(dizem) Ukyo, de Samurai Spirits/Showdown, que resiste bravamente desde o primeiro título a sua fulminante Tuberculose, sempre tossindo litros de sangue e acompanhado de lindas mulheres…

E aproveitando um assunto tão virótico e purulento, indico novamente nossa GINCANA VIRAL DE ANIVERSÁRIO e lanço mais um desafio valendo cupons: Os 5 primeiros leitores que derem exemplos válidos de doenças ou doentes nos videogames vão ganhar um cupon cada!

Saúde!

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5 Comentários Add your own

  • 1. retrogamer  |  maio 29, 2009 às 2:22 am

    Agora eu quero jogar Life & Death, maldito.

    Responder
  • 2. lgjOni  |  maio 29, 2009 às 2:38 am

    Tá aí.. Um doente “recente” é o personagem principal do Far Cry 2… Que pega malária nos 5 primeiros minutos de jogo… :P ê mosquitinho das trevas!

    Responder
  • 3. Hodr  |  maio 29, 2009 às 9:44 pm

    Pô, tem a Lilia que tá com uma doença mortal no Ys II. O Adol tem até que sair correndo atrás dos ingredientes pro remédio dela! (Até me vê a música de Ruins of Moondoria :P)

    Responder
  • 4. Num  |  junho 8, 2009 às 6:24 am

    Atrasado, mas relacionado:

    http://www.digitalunrestcomic.com/index.php?date=2009-06-01

    Responder
  • 5. EdSom  |  junho 8, 2009 às 5:47 pm

    IgjOni, Hodr e Num,

    seus cupons já foram devidamente registrados. Ainda restam dois cupons para aqueles que participarem citando games que tem em sua temática/estrutura/gameplay algo relacionado a doenças.

    Responder

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