Old! Gamer 2 tá na mão

novembro 8, 2009 at 1:23 pm 10 comentários

por maxi

Ontem eu finalmente recebi a minha primeira edição da Old! Gamer. Primeira porque a edição 1 mesmo eu não comprei, já que a única banca que traz revistas diretamente de SP daqui da região de BH não tinha ela. Por tanto, vamos comentar aqui os altos e baixos (felizmente, não tão baixos assim) da revista.

A matéria principal desta edição é Phantasy Star, o Zelda OoT/Shenmue da geração dele, com direito ao Dark Force na capa e os personagens andando nos cantos de todas as páginas. Quem fez foi ninguém mais, ninguém menos, que o Roberto, mais conhecido como Orakio, Gagá, Rob, Ursulão (este inventado por mim) ou seja lá como você chame ele. Eu não conheço ninguém mais indicado para falar de Phantasy Star que o cara, então não precisa comentar que tudo o que você precisa saber sobre o jogo está lá (tá bom, eu confesso que senti falta da comparação do preço do cartucho com o do Master System na época, mas vocês sabem, a idade vem e a cabeça vai, então nós perdoamos o cara).

Temos uma matéria com os fatalities e história dos personagens de Eternal Champions do Sega CD, que ficou até engraçada mas para mim acabou por ser um espaço mal aproveitado na revista. Depois vem a excelente matéria sobre o MSX, que (o Master System que me perdoe) é inegavelmente o melhor sistema de jogos da época dos 8-bits, com informações atuais do computador que ainda hoje é trabalhado pela comunidade de fãs. Em seguida, vemos uma matéria minunciosamente estudada com os últimos jogos da vida de alguns consoles, mas apenas os oficiais e licenciados pelas empresas, então nada de Beggar Prince, Legend of Wukong ou Pier Solar, só Show do Milhão Volume 2, ha hai!

Também destaque para a divertida matéria sobre gangues de rua famosas dos beat’em ups, onde cada parágrafo garante uma risada, como por exemplo a seguinte descrição do fim do Sindicato do Crime em Streets of Rage: “Resultado: foram brutalmente espancados por três ex-policiais e um membro da força que achavam extremamente divertido atirar em pessoas desarmadas com uma bazuca. Eventualmente, os protagonistas dispensaram o carro de polícia e recrutaram um lutador de luta livre, um skatista e um velho para os ajudarem em sua missão de opressão. Fascistas!”

A seguir, temos a descrição detalhada e ilustrada da mansão de Maniac Mansion e Day of the Tentacle, que assim como a parte de Eternal Champions ficou engraçada mas também acho que foi um espaço não muito bem aproveitado. No final, a entrevista com Marcelo Tini, um colecionador que já tomou muito dano no bolso para ter os produtos da Konami que ele vem juntando todos esses anos mas que hoje serve para matar os jogadores mais velhos de inveja. E no mais, temos uma breve entrevista com Jordan Mechner, criador de Prince of Persia e do clássico Karateka (aliás, vocês sabiam que uma nova versão dele vai entrar em produção?), notícias velhas tiradas da EGM americana e da Super Game Power, uma parte de classificados, obviamente para pessoas que também estão dispostas a tomar muito dano no bolso, e o pôster de Enduro.

Agora deixando minha opinião geral, a revista se mostrou mais informativa do que eu esperava, o que é uma coisa muito boa, porque falar de coisa velha e que todos já estão carecas de saber não é motivo para não ensinar mais nada aos jogadores. Destaco aqui a matéria sobre o MSX, que ficou quase tão boa como as que a Retro Gamer costuma publicar. E acho que os demais Phantasy Star clássicos também mereciam um  lugar na matéria do primeiro jogo, mas entendo o porquê do foco neste. O pessoal da revisão só precisa prestar mais atenção em alguns detalhes na coerência dos textos, como por exemplo, os veículos da Phantasy Star são quatro: Luveno, Landrover, Hovercraft e Hovercraft (um deve ficar na garagem de reserva, caso o pneu fure). Outro exemplo é o MSX, que morreu comercialmente no Brasil no início da década de 1980, sendo que os primeiros foram lançados por aqui em 1985 (coitados, já nasceram mortos…). Esse problema é um tanto frequente na revista, mas fora isso não temos o que reclamar.

Gostaria, por fim, de dar a dica para as pessoas que moram fora das áreas onde a revista é lançada a comprar diretamente no site da Editora Europa, que faz o frete gratis (o meu inclusive foi enviado via sedex) para todo o Brasil exceto a região Norte. E só para constar, o envio deles era previsto para dia 10/11, e eu recebi a minha ontem, dia 07/11.

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10 Comentários Add your own

  • 1. Orakio "O Gagá" Rob  |  novembro 8, 2009 às 7:17 pm

    … raios. Eu revisei a matéria quase inteira justamente para evitar esses erros, mas justamente essa frase aí eu acho que foi acrescentada por eles depois da revisão, porque o quadro dos veículos foi incluído “em cima do lance”.

    Valeu aí pelo crédito, que bom que gostou da matéria!

    Responder
  • 2. Orakio "O Gagá" Rob  |  novembro 8, 2009 às 9:08 pm

    Peraí, lendo aqui seu post com calma… eu amei intensamente meu MSX, mas dizer que ele foi inegavelmente o melhor dos 8 bits… eu entendo que você ache isso (talvez até eu ache), mas “inegavelmente” é meio forte. Se pintarem seguistas/nintendistas aqui seu sangue vai jorrar!

    Mas com uma coisa eu sou obrigado a concordar: com esse papo de Ursulão :)

    Responder
    • 3. maxi2099  |  novembro 8, 2009 às 9:33 pm

      É aí que está, o MSX era praticamente um PS2 da época dele, tinha uma biblioteca enorme e equilibrada de jogos bons. Porém, da mesma forma que eu prefio o Game Cube na geração passada por os jogos bons dele serem de melhor qualidade que os do concorrente, mesmo que eles existam em menor quantidade, eu também prefiro o master ao MSX. Não troco Phantasy Star, Asterix ou Castle of Illusion por nenhum Metal Gear, Vampire Killer ou Space Manbow da vida.

      Responder
  • 4. Lord Heizel 8 bits  |  novembro 9, 2009 às 10:52 am

    o MSX não pode ser equiparado aos consoles de 8-bits porque ele era uma peça mais adulta, na época do MSX, Master e NES nem ler direito eu sabia, imagina colocar um disquete e carregar um jogo de computador?!

    Ele tem sim jogos maravilhosos (eu descubro um jogo bom no MSX todo dia atualmente) mas os consoles tem a marca da nossa infância hehe

    grande abraço.

    Lord Heizel Diwänji, do blogue

    http://nostec.wordpress.com

    Responder
  • 5. Ryunoken  |  novembro 9, 2009 às 5:43 pm

    E eu prefiro o NES.

    Responder
  • 6. Rafael "Barry" Ventura  |  novembro 9, 2009 às 9:04 pm

    Nossa, acredita que aqu nas bancas de SP não saiu ainda?

    Queria dar novamente os parabéns ao Orakio pela matéria: PARABÉNS \o/ yay! Lerei com prazer.

    Evitei ler o texto do maxi para não ver spoilers, no entanto, li os comentários aqui e só posso dizer que sua visão de consoles é bem deturpada… Eu considero o NES como o PS2 da época (zilhões de jogos, algun excelentes outros terríveis) e o MSX o GC (poucos jogos, mas alguns extraordinários). Os consoles da SEGA sempre foram diferentes, com o excelente suporte da própria SEGA que tinha que se virar contra a concorrência desleal da nintendo que jogava sujo…

    Responder
    • 7. Orakio "O Gagá" Rob  |  novembro 9, 2009 às 10:22 pm

      Valeu, Barry!

      Responder
    • 8. maxi2099  |  novembro 10, 2009 às 12:08 pm

      Só os jogos da bons da Konami para o MSX já existem em maior quantidade que os demais das outras plataformas.

      Responder
  • 9. Love.is.a.tragedy  |  novembro 11, 2009 às 9:25 am

    Ihh…para as bandas do Norte, só encomendando…:(

    Responder
  • 10. Silva  |  novembro 14, 2009 às 8:51 pm

    Tem jogos clássicos que não conseguem copiar.

    Pra baixar gibis, aqui:
    -> http://volcap.blogspot.com

    Responder

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