EGM: Raisfonorgrei!

fevereiro 20, 2010 at 4:14 pm 7 comentários

Por Barry Burton

Sempre que estou feliz e sinto a necessidade de passar raiva, vou até a banca mais próxima e folheio a edição exposta da EGW (antiga EGM Brasil), e vejo quanta porcaria a edição brasileira fez com a renomada revista americana ao longo dos anos. Parei de comprar desde antes da “transformação” e da falência da Ziff Davis que serviram para estragar ainda mais a edição nacional.

Passo a checklist de itens que me fazem passar ódio:

  • Hype absurdo de jogos “famosinhos” não-lançados apenas para que as vendas da revista aumentem? Check!
  • Colunas com artigos cada vez mais sem sentido de “jornalistas” que não entendem nada do mercado? Check!
  • Mais da metade das páginas ocupada por fotos e artworks gigantes no lugar de texto? Check!
  • Reviews porcos, vazios, feitos por fanboys com frases prontas? Check!
  • Fonte dos textos imensa pra ocupar ainda mais espaço da página ao invés de acrescentar conteúdo útil? Check!

Toda essa impressão é aumentada ainda mais quando comparo a qualidade editorial da EGW com a recém-chegada EDGE, que apresenta um texto rico, lírico, opiniões bem fundamentadas e reportagens vindas diretamente dos desenvolvedores. E, para eu mesmo achar que não sou louco, de vez em quando pego edições antigas da EGM nacional e relembro o quão boa ela era.

Com isso, queria frisar que a EGM americana está sendo ressuscitada, e, quem sabe assim, a nossa edição nacional não volta a ser o que era?

Com a promessa de relançamento por Steve Harris desde setembro do ano passado, com uma mini-versão digital da revista lançada semanalmente, eis que surge uma versão digital da última edição, jamais lançada. Os links ainda não estão clicáveis, mas provavelmente até o final de março veremos mais novidades.

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7 Comentários Add your own

  • 1. @gust_assumpcao  |  fevereiro 20, 2010 às 4:39 pm

    Cara, eu penso isso também. Disse tudo o que eu penso sobre a EGW. É uma revista pobre, sem personalidade.

    Mas não acho que quem esteja lá seja incompetente, muito pelo contrário. O que eu penso é que há um comodismo, um “deixa como tá pra ver como fica” (célebre frase do Barão de Itararé).

    E a volta da EGM é um grande feito, principalmente para quem cresceu jogando videogames. E consequentemente cresceu respeitando essa publicação tão importante

    Responder
    • 2. Rafael "Barry" Ventura  |  fevereiro 20, 2010 às 10:54 pm

      Há uma outra frase atribuída ao Barão: “Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga.”

      Responder
  • 3. lemurius  |  fevereiro 21, 2010 às 12:05 am

    Concordo. Fui parando de ler a EGM aos poucos, comprando na banca de vez em quando, sem muita empolgação. Quando li a primeira Edge, assinei na hora!

    A versão brasileira da EGM podia seguir o mesmo caminho: adotar o estilo da sua “matriz” americana, adicionando apenas pequenos toques, e, com o tempo, ir criando a cara da EGM brasileira…

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  • 4. @gust_assumpcao  |  fevereiro 21, 2010 às 11:02 am

    @lemurius

    Na verdade a idéia inicial foi essa e de certa forma essa “cara brasileira” se construiu. O que não dá pra entender é pq essa cara tem que ser com textos puxados pro cômico, pouco informativos, repetitivos… Pra mim isso é culpa do editor. Editor nenhum pode permitir a acomodação dos repórteres.

    Responder
  • 5. hcvenceslau  |  fevereiro 21, 2010 às 6:22 pm

    Tbm fui parando de comprar EGM aos poucos….Essa EGW já começa a ser fracassada ao tentar fazer alusão ao nome da EGM como se fosse uma evolução da mesma(Tá mais pra INvolução).A melhor fase da EGM foi a do Pablo Miyazawa e do Eric Araki, dps foi se enchendo de “hypers” sem opinião.

    Responder
  • 6. Lonios  |  fevereiro 23, 2010 às 8:06 pm

    Ah!… então é por todos esses motivos que a EGM brasileira é tão detestada :/

    Eu tenho uma edição da EGM Americana(edição 234,NOV. 2008,capa de Resident Evil 5) e eu lembro que nessa época a EGM daqui tinha a mesma capa e a ultima materia da versão americana(EGM’s top ten,Video game politicians)tbm estava na nossa edição,eles simplesmente pegaram a materia traduziram e colocaram na revista…

    Isso é normal ou eles que ficaram com preguiça de fazer algo melhor?

    Responder
    • 7. Rafael "Barry" Ventura  |  fevereiro 24, 2010 às 11:31 am

      Então, se fosse isso de traduzir matérias eu acharia até mais interessante, pois a equipe da revista americana é bem competente e consegue informações direto da fonte, sem ficar inventando besteiras da cabeça pra falar dos jogos não-lançados baseando-se apenas em vídeos e fotos.

      Hoje em dia nem isso existe mais na EGW. Ela é uma revista como na época da GameForce, Game-X e Ação Games, com uma e outra opinião vazia por aí e reportagens mal interpretadas de sites de internet.

      Responder

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