Especial: jogos não-licenciados – Parte 5

julho 9, 2010 at 5:00 pm 2 comentários

por maxi

Hoje iremos ver os RPGs não-licenciados de Nintendo e encerrar de vez com a parte da matéria sobre o sistema. Acredito que desta vez chegamos à metade do conteúdo.

Os chineses fizeram um interessante port de Pokemon Gold para o nes, com gráficos um pouco piores mas no geral muito parecido com a versão oficial, pelo menos até onde eu pude progredir. O layout da primeira cidade está quase igual, e a seqüência dos acontecimentos também, com você saindo da sua casa e indo pegar no laboratório um dos três pokemons disponíveis.

Ninguém sabe como se chamam os protagonistas de Pokemon além do Ash.

Só que isso originou uma série de “clones” do jogo usando a engine do mesmo, e temos aí versões piratas de coisas como Grandia, Dragon Quest 7, etc, incluindo um outro PG onde no lugar das pokebolas o treinador usa um pedaço de pau para descer a lenha (tu-dum tchin!) nos monstros no melhor estilo RPG em turnos, o que seria trágico se não fosse engraçado. Um outro piratão que surgiu daí foi Chrono Trigger, que é melhor vocês nem saberem mais profundamente como ficou.

Aquele de cabelo preto e blusa violeta é o Chrono.

Mas não é só dos hacks desse Pokemon Gold que os RPGs não-licenciados de nes são feitos. Alguns são criados do zero ou com base no sistema de batalha de algum outro jogo já existente, como Final Fantasy 7 versão 8-bits. Esse até que não ficou ruim, tirando que o sistema de batalha precisava de alguns ajustes de dificuldade. Os eventos, pelo menos do início, são parecidos com o original e os personagens tem até retratos próprios nos diálogos. Um pequeno grupo do romhacking inclusive está traduzindo o jogo e fazendo ajustes na engine, o que me deixa com interesse de conferir melhor o mesmo quando acabarem.

FF7 é tão bom que não dá nem para diferenciar essa versão da original.

Do jeito que as coisas andam logo também teremos gente afirmando que essa série nunca deveria ter saído dos 8-bits.

Outro jogo da era 32-bits que foi para o sistema é ninguém menos que Resident Evil/Biohazard. Esse é talvez um dos não-licenciados mais famosos do console, devido a alguns anos atrás ser divulgado melhor através da internet.

Não sei se neste aqui temos chance de ver o sanduíche de Jill.

Usaram a jogabilidade de Resident Evil Gaiden como base, que era mais um RPG do que um survival horror. Como REG já foi uma idéia de jegue da Capcom, não se tem muito para esperar desse jogo. As músicas são todas novas mas até que combinam com o jogo, e a recriação da mansão ficou legal, só que tirando isso não tem nada que se salva. Aliás, um bug irritante é que ele trava toda hora e em situações diversas, o que obriga o jogador a usar os ink ribbons para salvar até a exaustão.

RE é tão linear hoje que nem precisamos do jogo estar em inglês para jogar.

O adventure point and click Dark Seed também veio parar no nes e parece fiel ao original, mas não posso afirmar já que a progressão na história é prejudicada pelo idioma e também porque nunca joguei direito a versão de PC (malditos sejam por terem cancelado a de Sega CD que já estava toda pronta).

Tantas parafernalhas para o nes e não temos nenhum mouse para jogos deste tipo.

Avançando um pouco no tempo e chegando na época do GBA, temos o port de um dos títulos de peso do lançamento do console, Golden Sun/Huang Jin Tai Yang. Este, mesmo também parecido com a versão do portátil, tem qualquer chance de ser jogado destruída pelos horríveis gráficos.

Eu é que não vou aprender mandarin para jogar isso.

Para quê esperar a versão do DS quando você poder jogar GS com esses gráficos?

Outra versão não-licenciada originária do GBA e ainda pior que Golden Sun é Zelda: the Minish Cap/Shen Qi De Mao Zi. E aí vocês reclamam “Mas Zelda não é RPG, é adventure!”, e eu respondo “Não este daqui”. Os chineses optaram por fazer um RPG normal ao invés de usarem a clássica jogabilidade da série, que resultou em outra bomba de jogo. Os gráficos não chegaram a ficar ruins, mas a parte sonora é de fazer os ouvidos sangrarem, sem exageros. Pelo menos o sistema de combate é original, sem tentarem copiar o de outro jogo já existente.

Agradeçam a deus por eu não colocar a música principal do jogo aqui.

Encerramos toda a parte de Nintendo aqui com esse final meio ruim mas necessário. Na próxima sexta-feira será a vez do Master System, que como não é muito grande tentarei encerrar com uma tacada só para prosseguirmos para a parte do Mega Drive, muitíssimo mais interessante.

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2 Comentários Add your own

  • 1. Felipão  |  julho 10, 2010 às 12:43 pm

    Muito interessante essa série de jogos não-licenciados! Fico imaginando se fizessem Super Mario Bros RPG para NES ou DKC! Imagine como ficaria!

    Responder
    • 2. maxi2099  |  julho 10, 2010 às 1:42 pm

      O segundo tem, é só dar uma olhada na última parte clicando no link logo no início.

      Responder

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