E o Zeebo respira…

setembro 1, 2010 at 7:59 pm 3 comentários

por Ryunoken

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Aconteceu hoje pela manha, em São Paulo, uma coletiva de imprensa da Zeebo Brasil, que trouxe novidades sobre o destino do errático videogame Zeebo, surgido da iniciativa de cinco países, entre eles o Brasil, de entrar no mercado de consoles com uma abordagem diferente, com um videogame de baixo custo, com jogos baratos vendidos por download e imune a pirataria. Desde o seu lançamento, o videogame é alvo de críticas, pois as suas boas idéias e intenções são mal aproveitadas, e o que o público que apostou no aparelho (eu incluso) só recebeu até o momento um console com vários problemas técnicos, com lançamentos esparsos, em sua maioria quase absoluta conversões de versões mobile de outros jogos, sendo essa falta crônica de jogos o principal problema do console.

A coletiva de hoje trouxe algumas novidades interessantes que podem ao menos reanimar a desiludida comunidade nacional do console, que se reúnem pelas redes sociais divididos naqueles que perderam totalmente a esperança no console, reclamando do descaso da Tectoy e da Zeebo Brasil e da falta e qualidade dos jogos, e naqueles que confiam, apostam, defendem e até fazem vista grossa aos problemas ou fantasiam a verdadeira situação do Zeebo.

No campo dos jogos, foi anunciado que até o fim deste ano o catalogo do Zeebo contará com 60 jogos, atualmente em 47 – ou 44, se contarmos que três títulos de “peso” foram retirados recentemente do catálogo do videogame: os dois Quake e o Need for Speed – sendo que uma das surpresas ficou por conta da entrada da Disney Mobile trazendo cinco títulos, dentre os quais já foram anunciados Jelly Car, simpático jogo casual que mexe com física, no estilo de Crayon Physics; All Star Cards, game de cartas com os personagens Disney, bem básico, e Alice no País das Maravilhas, que parece Lost Vikings, porém mais simples e fácil, voltado para o público mais jovem.

Mas a grande surpresa mesmo ficou por conta da parceria da Maurício de Souza produções, que anunciou nada menos que nove títulos para o console. Infelizmente os jogos não possuem nenhuma relação com os antigos jogos lançados para Master System e Mega Drive, mas deverão se tratar de títulos educativos. No entanto, após muito desconversar e negar, foi sugerida a possibilidade de títulos antigos da SEGA serem lançados para o console ainda não está descartada.

Na parte de Hardware, o Zeebo passará a ir às lojas com o controle Zeebo Dragon, que é a versão de controle que acompanha o console mexicano, mais próximo do design do Dual Shock, e de um teclado USB. Essa mudança acompanha também o anúncio da liberação de uma das mais esperadas funções do console: O acesso a Internet através de sua rede, mediante pacotes pré-pagos de dados. O acesso, assim como no México, é limitado à sites pré-cadastrados, em sua maioria redes sociais e sites educativos ou de interesse familiar, o que vai ao encontro da nova abordagem do Zeebo, voltada a educação + entretenimento.

Uma notícia surpreendente e de extremo respeito com os consumidores é que quem já comprou a versão antiga do Zeebo terá direito a uma “atualização física” do console, recebendo o controle Dragon e o teclado USB sem pagar nada. Impressionante.

Essas foram as principais novidades, entre outras citações menores como um Clube para os usuários, reformulação do site e comerciais na TV. Algumas reivindicações dos usuários ainda não foram atendidas, com um uso para a entrada SD do console ou partidas On-Line, mas estas foram sinalizadas para algum momento. Também foi citada uma possível atualização do console para que este possua mais espaço de armazenamento interno no futuro (o próprio cartão SD, pra que complicar?).

Foi um passo considerável para um console praticamente abandonado, contando inclusive com o apoio de franquias de peso no País, mas será o suficiente para reerguer o projeto? Por via das dúvidas, resolvi suspender por uns tempos o anuncio do meu Zeebo. Afinal, vou poder jogar Doublé Dragon com dois jogadores por conta da Tectoy…

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Yun e Yang quase confirmados em SF4 Oniken, jogo nacional e… bom!

3 Comentários Add your own

  • 1. Robson França  |  setembro 1, 2010 às 9:20 pm

    Impressionante. Falando nisso:

    http://bit.ly/cGpvtE

    Abraços

    Responder
    • 2. Rafael "Barry" Ventura  |  setembro 2, 2010 às 1:07 pm

      Ótimo post também. Vou dar uma olhada nas pérolas e divulgar aqui no trabalh… afinal, nosso chefe comprou um Zeebo pra gente se divertir. Não no sentido que o pessoal que fez o console queria, é claro.

      Responder
  • 3. Rafael "Barry" Ventura  |  setembro 2, 2010 às 12:57 pm

    Ótima matéria, bastante esclarecedora. Eu mesmo não sabia disso do console não ser exclusivamente nacional.

    Mas controle “Dragon”? Abordagem conceitual pra quê, né?

    Responder

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