Primeiras horas de Castlevania LoS nas mãos de um devoto

outubro 18, 2010 at 3:34 pm 1 comentário

por Philip Mangione

No final de semana joguei Castlevania Lords of Shadow.

Antes de continuar, quero frisar que sou fã extremo da série Castlevania 2D. Tenho a maioria original a até uma edição especial de um pra DS. Pra mim é a MELHOR série de games, em um aspecto geral. Por isso minhas expectativas e apreensão com esse novo jogo são muito altos.

 

Só não cheguei a esse extremo..

Como meu amigo tinha me dito, LoS é um “jogo gigante” principalmente para os padrões atuais. Joguei 5 horas, estou com mais ou menos 15%, segundo o save. Deve dar umas 25 horas de jogo pra terminar sem ficar caçando tudo que é item, secret etc. Isso é muito, pra um game todo preenchido de partes únicas e não repetitivas (pelo menos até agora).

 

Esse mapa ficou pequeno

Sem spoilers, minhas impressões do que já joguei:

Dá pra ver que a equipe é boa e gosta de games de verdade. O jogo é basicamente hardcore, com mecânica de gameplay muito boa mesmo, e fases de jogo como se raramente encontra hoje em dia (não totalmente corredor linear, tem coisas a descobrir e NOSSA, perigos de verdade). Só que o mercado atual os obrigou a encapar tudo isso com uma camada muito “casual”, que chega a irritar e atrapalhar 100% a imersão em muitos momentos. Vou explicar um pouco melhor:


Você é constantemente lembrado de que com R2 pode interagir com objetos do cenário. Fica repetindo um sonzinho chato, toda vez que uma frase bem grande com glitter é escrita no topo da tela “Use R2 agora etc. etc”. Pior, todos os objetos “interativos”, mesmo que o mais básico, brilham inteiros, exageradamente, pra ficar BEM ÓBVIO que é pra você interagir com o objeto. Mesmo que seja um portão de ferro gigante bem na sua cara. Ele brilha muito, e a frase fica te enchendo no topo da tela. Isso é extendido para a resolução de quebra-cabeças nas fases, e pior, para os boss. Pior que a Midna de Zelda, aqui você é bombardeado com “agora faça isso” que não dá pra dar skip e você inevitavelmente lê.

 

"Ei, pare de pensar! É só fazer exatamente o que eu digo!"

O que mais me irrita é que não há opção alguma de se tirar essas dicas, nas opções do jogo. Pelo menos elas podiam não aparecer se você joga no hard, mas isso também não acontece. Aí fiz uma gambiarra, fui nas opções e baixei totalmente o volume da voz e desabilitei as legendas. Isso no segundo boss do jogo. Foi uma delícia descobrir por mim mesmo o que eu precisava fazer até matá-lo. Eu joguei de verdade! Só que entrou a cutscene logo em seguida, todo mundo estava mudo e não tinha legenda… e apertando Start não dá para voltar nas opções, dá skip. Ou seja, não tem solução.

Outro elemento que foi enfiado no jogo para “agradar a um público maior” é você não voltar quase nada atrás na fase quando morre. Caiu em qualquer buraco? Volta exatamente um metro antes. Morreu num inimigo, idem. Tudo bem, você perde um pouco de energia, e se cair muitas vezes nos buracos dá game over e aí sim volta pro quicksave, que ainda assim nunca é longe de onde você morreu. Talvez uns 20 metros?

O bizarro é que a dificuldade de combate em certos momentos chega a ser tão extrema que está no nível dos novos Ninja Gaiden. Não só isso, você nunca tem sua energia recuperada em momento algum. Não adianta ficar parado esperando, não vai voltar o life. Não adianta passar uma cutscene, não vai voltar também. Não adianta passar de fase completamente, sua vida continua igual. Eu não imagino um jogador casual indo muito longe nesse jogo, a não ser que coloque no easy e mesmo assim se esforce muito.

 

Você acha Ninja Gaiden difícil? Jogue LoS no hard.

Mas tirando essa capa artificial com que emplastraram o jogo, você pode se divertir muito durante horas, com um excelente jogo, muito bem polido. Se, claro, conseguir ignorar o fato de que era para supostamente estar jogando um “Castlevania“. Da série mesmo, só o nome na caixinha e o sobrenome do personagem principal. Nem o background dele tem a ver com o que deveria. O jogo é muito mais “God of War” envolto em um estilo que lembra “Labirinto do Fauno”. Tudo é impecável, os gráficos, as músicas, o controle. Mas ficou muito evidente o fato de ter sido um projeto pronto que a Konami comprou.

 

Cadê?? :(

Depois de terminar o game eu posto minhas impressões finais de fã fiel da série. Mas até agora, resumindo, esse é o novo “Mario 2“. Muito bom, mas totalmente desconexo do nome.

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1 Comentário Add your own

  • 1. Red9ro  |  outubro 19, 2010 às 1:52 pm

    Muito legal o texto, pena que não vou jogar tão cedo porque nem tenho 360 ou PS3!!

    Também considero Castlevania pra caramba, isso porque ainda nunca joguei o Symphony of the Night!!

    Responder

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